sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO E A EXTINÇÃO DO TREMA

PRONÚNCIA CORRETA DE ALGUMAS PALAVRAS

No acordo ortográfico da Língua Portuguesa de 2008, o uso do trema foi extinto. Mesmo assim, a vogal (u) é pronunciada em: guarda; aguenta; apaziguar; bilíngue; consanguíneo; exiguidade (qualidade do que é insuficiente); lingueta; redarguir (responder com vivacidade); linguiça; linguística; unguento; sagui; aquícola (aquele que vive na água ou que prepara lagos); consequente; delinquência; delinquir; equestre (relativo a cavalos); equino; equitativo; frequência; sequência; tranquilo; ubiquidade (onipresença, dom de poder estar em mais de um lugar ao mesmo tempo); cinquenta, entre outras.

A vogal (u), quando dígrafo, não é pronunciada em: queijo; guerra; distinguir; extinguir; langue; pingue (pessoa fértil); antiguíssimo; quatorze; aniquilar; liquidação; equívoco; inquérito; quibebe; questão; sequioso (quem tem sede).

A pronúncia do (e) é fechada em: acervo; adrede (algo proposital); alameda; amuleto; anacoreta (pessoa que vive retirada em desertos e montes para alcançar a perfeição); escaravelho; bofete; cerda; corbelha; efebo; fechar; indefeso; ledo (alegre); ledor; lampejo; labareda; palimpsesto (manuscrito em pergaminho em segundo uso); vereda; verberar (censurar, reprovar, fustigar); panfleto; sobejar; esmero; vinheta; verbete; xerez (vinho); teor; torpe (desonesto), entre outros.

Não se diz: “que fedô”. Mas sim, que fedor! Da mesma forma que se diz “que calor”.

A pronúncia do (e) é aberta em: acerbo (azedo, áspero, severo); aulete; anelo (desejo ardente, ansiedade); badejo ou abadejo; caterva (multidão); cerne; duelo; destra; flagelo; ileso (sem lesão); medievo; servo; Tejo; cérulo (o que é azul); leso (espécie de crime, de ofensa); diserto (eloquente); elmo, entre outros.

A pronúncia do (o) é fechada em: alforje (saco que se carrega no ombro); algoz
(carrasco); desporto (exercício físico); odre (saco de pele para se guardar bebidas); teor; torpe (desonesto); cachopa (rapariga); misantropo (pessoa melancólica que tem aversão à convivência), entre outras. A pronúncia do (o) é aberta nas palavras fórum, inodoro, manopla, suor, trombose, tropo e probo, entre outras. Cuidado com a pronúncia dos verbos soar de “soar o sino” e suar de “eu suo”.

Pronúncia correta

Mister (sílaba tônica no ter)
Revel (rebelde, tonicidade no vel)
Pudico (tonicidade no di)
Rubrica (tonicidade no bri)
Sobrancelha (e não sombrancelha)
Cinquenta (pronuncia-se o (u))
Gratuito (pronúncia em ditongo decrescente e nunca em hiato)
Fortuito (pronúncia em ditongo decrescente e nunca em hiato)
Nobel (sílaba tônica no bel, pois se trata do nome de Alfred Bernhard Nobel)
Hipótese (o som da última sílaba é de z e não de s)
Estupro
Bandeja
Bicarbonato
Ibero (sílaba tônica está no be, pronúncia em paroxítona)
Fluído (verbo fluir – pronúncia em hiato) diferente de fluido (substantivo – pronúncia em ditongo)
Ínterim (proparoxítona, a sílaba tônica no i)
Recorde (paroxítona, a sílaba tônica no cor)
Privilégio (com i e nunca com e= pre-vi)
Empecilho (com e nunca com i)
Besouro (e não bizorro)
Mendigo
Estourar
Roubar= ele rouba e não ele roba
Cabeçalho
Bebedouro (assim como escorregadouro, babadouro, corredouro etc)
Inaudito (inédito) sílaba tônica no di
Novel (principiante, inexperiente) sílaba tônica no vel
Zênite (proparoxítona, significa apogeu, ápice)
Égide (proparoxítona, significa escudo, defesa)
Profugo (sílaba tônica no fu, significa desertor, fugitivo)
Périplo (proparoxítona, significa navegação à volta das costas marítimas)
Ruim (pronúncia em hiato= ru-im)
Opimo (fecundo, abundante, propício, sílaba tônica no pi
Ímpio (herege, incrédulo, sílaba tônica no i
Impio (cruel, sílaba tônica no pi)
Aforismo (preceito moral, sentença, adágio, sílaba tônica no ris)
Cataclismo (desastre) sílaba tônica no clis
Disenteria (com i no início e nunca desinteria)
Umbigo
Diáspora (dispersão)
Probo (honesto) sílaba tônica no pro
Refrega (luta, peleja, sílaba tônica no fre)
Aterrissar (com som de s e nunca de z)
Subsídio (com som de s e nunca de z)
Obséquio (com som de s e nunca de z)
Análise (com som de z e nunca de s)
Samambaia (e não sambambaia)
Simultaneidade e não simultaniedade
Reivindicar e não reinvindicar
Advogado e nunca adevogado
Sintaxe (o x tem som de s e não de ks)


Quando o falante pronuncia o termo fora do padrão culto, diz-se que ele cometeu cacofonia. Do grego kakoépia= má linguagem, blasfêmia, linguagem chula e incorreta. As cacofonias são erros comuns na pronúncia e, as cacografias, erros comuns na grafia. Segue lista de palavras corretas e cacografadas.

Observe as diferenças, com atenção, caro leitor:
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FRED MERCURY

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CHRIS ISAACK

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Arte, Comunicação e Jornalismo

Jornalista, escritora, docente, mãe e, principalmente, avó de João e Letícia

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Vânia Coelho é jornalista e docente no curso de Jornalismo. Adora literatura e é leitora de Machado de Assis, Guimarães Rosa, Caio Fernando Abreu, Marcelino Freire, Fialho de Almeida, James Joyce, Marguerite Duras, Vergílio Ferreira, Fernando Pessoa, Virgínia Woolf entre outros
 
 Autora dos livros: Aspectos Teóricos Teóricos da Linguística, Ritos Encantatórios, Costureira dos Malditos, a peça de teatro Café com Sartre, os contos O velho e a Moça; Querida, eu te amo; Saigon; Pássaros que sobrevoam os ares de Hiroshima; Das trevas à luz.  Resenhas do poema "O Corvo" de Edgar Allan Poe e do filme francês A elegância do Porco Espinho de Achache. Escreveu o primeiro  romance "Os Inocêncios"  (2012).
 
Mãe da cantora Nanda Coelho e do comerciante Rafael Coelho, pai de seus dois netos.
 
Orientadora de TCC no curso de Jornalismo, cuja produção trata de uma grande reportagem no formato impresso (livro-reportagem)
 
Escreve, atualmente, uma antologia de contos.