quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

DITONGOS, TRITONGOS, DÍGRAFOS, HIATOS ETC

Por Vânia Coelho

Ditongos

Fazem parte dos encontros vocálicos. Os ditongos podem ser crescentes (semivogal+vogal) e decrescentes (vogal+ semivogal), orais (o ar sai totalmente pela boca), como em aula, feira, couro e, os nasais (o ar sai pela boca e pelas fossas nasais), como em pão, mãe, mão etc. Logo,

Ditongo crescente: semivogal+vogal
Ditongo decrescente: vogal+semivogal



Tritongo

Encontro de uma vogal, uma semivogal e uma vogal, ou seja, uma vogal entre duas semivogais. Dividem-se em orais (iguais) e nasais (saguão). Não se podem dividir em sílabas os tritongos, porque um tritongo representa um único fonema. Logo, a divisão correta de Uruguai é U-ru-guai.

Hiato

União de duas vogais juntas pronunciadas separadamente, porque formam dois fonemas. Na palavra saúde, tem-se o encontro de duas vogais: o a e o u são tônicos. Não há semivogal nos hiatos. Portanto, há hiato em saúda, saúva, carioca, cooperar, caatinga, padaria, moída, moeda, coelho etc.

Há palavras cuja pronúncia diz tudo. No termo goiaba, por exemplo, há dois ditongos: goi +ia+ ba. Só a pronúncia é que distingue o som dobrando a semivogal (i). Logo, oi (ditongo decrescente)+ ia (ditongo crescente). Ocorre o mesmo com os vocábulos: meia (mei+ia), feio (fei+io) e papagaio (ai+io). São os fenômenos de língua portuguesa, isso porque uma língua só existe na boca do falante, é um organismo vivo, dinâmico e em evolução.

Encontros Consonantais

São duas consoantes juntas. Nos vocábulos flecha, cravo, calva, tosco, têm-se um encontro consonantal em cada um deles, a saber: fl; cr; lv; sc, respectivamente. No entanto, na palavra flecha, há um encontro consonantal e um dígrafo ch. Os dígrafos são encontros de consoantes com um único fonema. Isso significa que encontro de consoantes é diferente de dígrafo. Observe os exemplos abaixo:

Encontro consonantal: psicologia; absoluto; próprio; claro; cloro.
Dígrafos: carro; chave; guerra; queijo; ninho.


Dígrafos

Encontro de duas consoantes com um único fonema. Ex: cachoeira; moinho; nascer; carro; pássaro; ninho; alho; chave; querida; quilo; queda; guerra; queijo; guincho; guitarra; excipiente; excitar; exceção; ascensão; barro; chuchu; malha; massa; fascismo; consciência; orelha; cachorro; carrossel; assado; assessor; acanhado; rejuvenescer etc.

Na palavra guerra há dois dígrafos, o gu e o rr, isto porque não se pronuncia o u que existe graficamente na palavra. Então, guerra tem duas sílabas guer-ra; seis letras g+u+e+r+r+a e quatro fonemas.
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Arte, Comunicação e Jornalismo

Jornalista, escritora, docente, mãe e, principalmente, avó de João e Letícia

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Vânia Coelho é jornalista e docente no curso de Jornalismo. Adora literatura e é leitora de Machado de Assis, Guimarães Rosa, Caio Fernando Abreu, Marcelino Freire, Fialho de Almeida, James Joyce, Marguerite Duras, Vergílio Ferreira, Fernando Pessoa, Virgínia Woolf entre outros
 
 Autora dos livros: Aspectos Teóricos Teóricos da Linguística, Ritos Encantatórios, Costureira dos Malditos, a peça de teatro Café com Sartre, os contos O velho e a Moça; Querida, eu te amo; Saigon; Pássaros que sobrevoam os ares de Hiroshima; Das trevas à luz.  Resenhas do poema "O Corvo" de Edgar Allan Poe e do filme francês A elegância do Porco Espinho de Achache. Escreveu o primeiro  romance "Os Inocêncios"  (2012).
 
Mãe da cantora Nanda Coelho e do comerciante Rafael Coelho, pai de seus dois netos.
 
Orientadora de TCC no curso de Jornalismo, cuja produção trata de uma grande reportagem no formato impresso (livro-reportagem)
 
Escreve, atualmente, uma antologia de contos.